“Não julgues um livro pela capa”. É algo muito real e verdadeiro, especialmente se o livro fôr uma pessoa. A “Biblioteca Humana” permite as pessoas “ler livros interativos” por meia hora, mas as palavras vêm diretamente de pessoas, que se voluntariaram para contar as suas histórias.

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A Biblioteca Humana começou na Dinamarca, e permite as pessoas ler um catálogo e selecionar um tópico que querem ouvir. Há uma gama de tópicos disponível, a maioria tirados de genuína experiência humana, tipicamente focada num grupo “estigmatizado” ou estereotipado pela sociedade.

Minorias religiosas, raciais e sexuais voluntariaram-se para contar as suas histórias. Alguns dos títulos oferecidos incluem: Crianças sobreviventes do Holocausto, A história de um cigano, Veterano da Guerra do Iraque e Rapaz do Orfanato.

Receção

Receção

Após escolher um tópico sobre o qual querem escutar, os “leitores” pegam no seu cartão de biblioteca e são conduzidos a uma área de discussão, onde conhecem os seus “livros”. O projeto foi inventado para incitar ao diálogo e fomentar a compreensão entre diferentes tipos de culturas e pessoas – pessoas com quem, normalmente, não interagimos.

Csaba explica o que é ser sem-abrigo na Dinamarca

Csaba explica o que é ser sem-abrigo na Dinamarca

Na sua página de Facebook, a Biblioteca Humana escreve que “o propósito é desafiar o que nós pensamos saber sobre outros membros da comunidade, desafiar os nossos estereótipos e preconceitos num ambiente positivo, onde as perguntas difíceis são aceites, esperadas e agradecidas”.

Marc, o "Homem Decorado" da Dinamarca

Marc, o “Homem Decorado” da Dinamarca

Um "livro" naturalista

Um “livro” naturalista

A ideia começou em 2000 pela “Stop The Violence”, uma associação juvenil sem fins lucrativos. A primeira Biblioteca Humana foi realizada no Festival Roskilde, em Copenhaga, e já se espalhou a mais 70 países.

Gazeta do Rossio

Fonte: The Plaid Zebra

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Foto de Sérgio Freitas, facultada por: C.M. Braga
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13 Comments

  1. […] Fonte: Gazeta do Rossio […]

    • Rodrigo Reis
      23 Outubro, 2015 at 22:14 — Responder

      Revivendo uma tradição tribal. Dizer que alguém é pioneiro nisso , ou que isso é algo inovador, é bem ignorante.

      • Alex Domingos
        25 Outubro, 2015 at 20:11 — Responder

        Sempre tem um…

  2. cidene mello
    1 Outubro, 2015 at 11:07 — Responder

    Fiquei encantada com a notícia,que desconhecia. A importancia alem da informação, é como interagir com a informação. Perfeito.

  3. Adriana Silva
    1 Outubro, 2015 at 14:38 — Responder

    Uma ideia inovadora e certamente crucial na medida em que o Ser Humano cresce e desenvolve na medida em que partilha “Histórias de Vida”, pois só assim se criam identidades.

  4. 19 Outubro, 2015 at 21:01 — Responder

    […] – Biblioteca humana permite aprender pelas pessoas e não por livros. […]

  5. […] Confira a reportagem sobre a Biblioteca Humana AQUI […]

  6. Joao
    23 Outubro, 2015 at 03:17 — Responder

    Pessoal de Humanas sempre fazendo idiotices.

    Se fosse pra ser assim, seria “Pessooteca”.

    Ou abre um lugar que permitam pessoas a ensinar/compartilhar conhecimentos.

    Coisa idiota demais, tudo para aparecer.

  7. Nicolle
    25 Outubro, 2015 at 01:45 — Responder

    Que ideia fantástica, está já entre os 100 lugares que preciso ver na vida!

  8. Aline
    25 Outubro, 2015 at 12:43 — Responder

    Tem isso no Brasil? Alguém sabe dizer??

    • Ana
      27 Outubro, 2015 at 16:01 — Responder

      Também gostaria muito de sabe!

  9. Denilda Denilda
    30 Outubro, 2015 at 05:54 — Responder

    Que fantástica ideia… tá ia uma experiência que gostaria de vivenciar.
    Parabéns

  10. Samu
    4 Novembro, 2015 at 07:10 — Responder

    Queria ver: Um “livro” naturalista (versão feminina)

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